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sábado, 31 de março de 2012

E se fosse na zoosfera política?



A poucos meses do início oficial do pleito eleitoral, os ânimos estão acirrados, independentemente do município ou seu porte.

            A política e a politicagem rolam soltas, dança das cadeiras, cooptações, rompimentos, folclóricas propostas irrecusáveis e improváveis, articulações, apostas, quebra de tabus, debates do que é moral, uns tantos éticos outros nem tanto.

            Grupos que a pouco eram colossos, mais adiante, espumam como sonrisal, outros do pó, ressurgem-se.

            Imprensa tendenciosa, independente, factual, exagerada, panfletária, chapa branca, marrom, são apenas alguns adjetivos grafados aos heróis comunicadores. Tudo (ou quase tudo) é culpa da inquisição investigativa que retrata em tórridas letras e alcalinas imagens. Apenas registros expostos.

            Se a esfera ambiental da política fosse comparada a de um zoológico, nela encontrariamos de tudo: raposas, girafas, gorilas, avestruzes, corujas, javalis, cachorros, araras, papagaios, veados, micos, galinhas, hienas, capivaras, sabiás, cobras, lagartos, cavalos, onças,  cangurus, elefantes, jacarés, rinocerontes, pacas, águias, ursos, preguiças, hipopótamos, camêlos, tartarugas, zebras, tatus, hienas, camaleões, emas, lebres, urubus, pavões... ufa... encontrariamos todos os bichos, todos... até tubarão, piaba e baiacú, todos... menos o bicho BURRO!

 

Texto e edição de imagem: Luís Carlos

segunda-feira, 5 de março de 2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bispo da Universal caindo no fundo poço

 
Simplesmente, sem comentários.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Senado aprova em 1º turno PEC dos jornalistas


A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que inclui a exigência do diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, para o exercício da profissão, foi aprovada pelos senadores nesta quarta-feira (30). A proposição, que recebeu 65 votos a favor e sete contrários, terá ainda que ser votada em segundo turno pelo plenário da Casa. Ainda não há data para o pleito. Se aprovada, a matéria vai para a Câmara dos Deputados, onde também terá que passar por dois turnos de votação. Se for modificada na Câmara, volta para nova apreciação no Senado. Durante a votação, o senador Fernando Collor (PTB-AL) disse que a emenda é o "embrião para o controle 'social' dos meios de comunicação". "Nesses últimos anos, esses cursos de jornalismo, o que mais têm feito é formar analfabetos funcionais", criticou. O relator da matéria, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), defendeu a exigência do diploma. "Arguir que a profissão de jornalista criaria embaraço para a liberdade de expressão e do pensamento é um verdadeiro escárnio. O que cria embaraço para a expressão da liberdade de pensamento é o monopólio na mídia", afirmou. A PEC foi apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e tinha parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Casa (CCJ).

Unicef: Meio milhão de jovens baianos vivem na extrema pobreza

O relatório da Situação da Adolescência Brasileira do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado nesta quarta-feira (30), apontou que o adolescente no Brasil está mais pobre e permanece exposto a casos de violência em nível preocupante. Na Bahia, dos cerca de 1,6 milhões de jovens baianos entre 12 a 17 anos, 31,7% – pouco mais de 500 mil jovens vivem na extrema pobreza, em famílias com até 1/4 do salário mínimo per capita por mês - R$ 136,25. Com relação a cor da pele, do total, 300 mil baianos são declarados brancos e 1,3 milhões são negros. O levantamento do Unicef utilizou dados oficiais do governo brasileiro entre 2004 e 2009. Neste período, a taxa de homicídios na Bahia nesta faixa etária saltou de 8,6 habitantes em 2004 para 31,1 pessoas a cada 100 mil em 2009. A boa notícia é que no mesmo período, os indicadores da educação são favoráveis ao estado. Os indivíduos com o ensino fundamental concluído – no mínimo oito anos de estudo – saltaram de 24,5% em 2004 para 33,9% em 2009. Já os que frequentam o ensino médio pulou de 27,4% para 36% dos jovens. A taxa de abandono no ensino médio também reduziu de 21% para 18% dos jovens que deixaram as salas de aula em 2009 e o analfabetismo caiu no mesmo ano e atingiu 2,1% da população jovem contra 3,8% em 2004.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bahia tem 8 nomes na lista do trabalho escravo

A "lista suja do trabalho escravo", atualizada nesta sexta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho, tem 251 infratores que já exploraram trabalhadores em situação análoga à escravidão em todo o Brasil. A Bahia tem oito nomes inscritos, dentre eles pessoas físicas e empresas, dos municípios de Barreiras, Santa Rita de Cássia, Cotegipe, Correntina, Laranjeiras, São Desidério e Jaborandi. Todos estes registrados por trabalho escravo em zona rural, principalmente fazendas, entre 2005 e 2010. Os nomes são mantidos na lista nos casos em que o empregador não quitou as multas impostas pela fiscalização do trabalho, por reincidência, e nos casos de ações que estejam tramitando no Poder Judiciário. Enquanto o empregador está com o nome no cadastro, ele não recebe financiamentos com recursos públicos. Além disso, o setor privado pune os infratores por meio do Pacto Nacional com medidas restritivas de relacionamento comercial. De acordo com o ministério, nesta atualização, foram analisados os relatórios de fiscalização e pesquisados dados das superintendências regionais do trabalho e emprego entre outros órgãos. Também foi consultado o Sistema de Acompanhamento do Trabalho Escravo do ministério. O cadastro completo com os nomes dos infratores pode ser acessado neste link.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Roberto "RECNão" diz que políticos sofrem de ‘bullying




O senador Roberto Requião (Rec Não), que tomou o gravador de um repórter da rádio Bandeirantes (em 26 de abril) e só devolveu o aparelho depois de apagar a entrevista que tinha dado, explicou no plenário ontem (27) o "porquê" (?) da irritação e disse que foi vítima de "bullying".

“Perdi a paciência e peguei o gravador do repórter porque o fiz: para que ele não editasse a entrevista. Acho que é momento correto pra resolvermos esse problema e acabarmos com abuso com esse verdadeiro bullying que sofremos nós os brasileiros, parlamentares ou não, nas mãos de uma imprensa, muitas vezes absolutamente provocadora e irresponsável”, declarou Requião.

A atitude de Requião é reprovável, ainda mais que o acesso a informação é um direito da sociedade e ninguém pode impedir o trabalho da imprensa, muito menos os detentores de cargos eletivos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A questão da violência – Um outro olhar


 Por Luís Carlos

Quando assistimos aos jornais, as notícias sempre falam de violência. Ao abrirmos os jornais e revistas impressos, a violência é destaque em quase todas as páginas. Na Internet, em seus sites e blog’s, as notícias de violência imperam.
Ao analisarmos a questão da violência, perceberemos que, muito mais grave do que o crescimento do número de mortes violentas, está o terrível sentimento de normalidade que domina a nossa sociedade frente à tragédia cotidiana.

Para compreendermos os motivos dessa banalização diante da violência, precisamos antes entender que boa parte da origem do problema reside na profunda e histórica injustiça social da nossa sociedade. Segundo o IBGE, significativa parcela da população vive em estado de profunda miséria, habitando em cortiços, favelas e guetos.

Isso, provavelmente, nos conduz à seguinte reflexão: “Como resolver o problema da miséria para que possamos reduzir a violência?” A resposta parece, pelo menos na teoria, bastante óbvia: distribuir renda.

Levanto essa questão para provocar uma associação quase que inevitável: Qual a relação entre a violência, a sua banalização na sociedade e a distribuição de renda? Se conseguirmos perceber que um dos grandes elementos geradores da violência é a profunda desigualdade social refletida na estatística do IBGE, poderemos perfeitamente começar a perceber que a violência cresce na mesma proporção em que cresce a fome, a miséria, o desemprego e a concentração de renda.

Isso faz com que as oportunidades sejam cada vez mais escassas em nossa sociedade.

Diante de tal situação, três fatores são importantes para nossa reflexão. O primeiro refere-se a onde a violência predomina mais. As periferias e os bairros mais afastados dos centros das cidades são grandes bolsões de pobreza e miséria, onde as pessoas buscam sobrevivência. Quem nasce e vive nessas localidades são vítimas do preconceito social, pois impera a falsa ideia de que essa população é composta de pessoas “perigosas”, propensas à desordem e ao crime. Isto é uma mentira que a grande mídia e a ideologia dominante nos pregam.

Os habitantes desses locais são os desfavorecidos da sociedade, pois nelas o poder público não investe nos direitos necessários à vida digna: educação, saúde, saneamento básico, segurança, etc. Quando os órgãos de segurança vão a esses guetos, ao regressar deixam um saldo de violência pior do que o encontrado anteriormente. A presença da polícia é sinônimo de ameaça, porque vai entrar em conflito com as gangues e neste conflito, as maiores vítimas são as pessoas e as famílias que não têm ligação com o crime organizado, como por exemplo, é o de inúmeras vítimas de bala perdida.

Os poderes constituídos, tem se mostrado incapazes de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso, é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder Judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.

As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem um sério programa de política pública de segurança, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência.

Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.

A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, distribuição de renda, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.

Sendo assim, se não há segurança pública, o crime organizado se enraíza e domina a vida do povo e da sociedade.
O segundo fator refere-se à situação dos jovens: muitos não estudam, nem trabalham; são negros, mestiços e a maioria é analfabeta ou analfabeto funcional; não têm acesso ao lazer, nem a cultura. A cultura que conhecem é a do boteco e da violência. Como exigir desses jovens integridade moral ou ética se seus direitos são vetados ou desrespeitados? Sem condições mínimas de vida, os jovens ficam sem alternativas e entregam-se à prostituição, às drogas e outras formas de violência. Isto é quase que inevitável.

Diante dessas condições de exclusão, estar entre os 12 e os 29 anos é atravessar uma fronteira de incertezas: Educação ou Abandono? Oportunidade ou Desemprego? Vida ou Morte? Quando se trata de juventude, a Bahia não é a terra de todos os santos, mas de todos os temores e apreensões diante de um futuro altamente duvidoso.
Até quando?

O mercado de trabalho não vê com bons olhos e não acolhe os jovens oriundos de determinadas localidades, porque o preconceito e a falta de profissão não permitem.

Os jovens encortiçados, favelados, moradores dos guetos não correspondem às exigências do “Deus Mercado”, que exige deles “boa aparência” e preparo técnico-profissional. Por isso, é de ficar perplexo com a ignorância daqueles que assistem à violência pela TV, em sites, blog’s e jornais impressos e afirmam: “A polícia tem que matar mesmo. Esses jovens não querem nada com a vida”. Quem assim se expressa engana a si próprio ao pensar que não é violento. Como posso afirmar que sou contra a violência se desejo a morte daqueles que são vítimas da violência?... Se não há políticas públicas de defesa e promoção da juventude, os bairros periféricos continuarão sendo verdadeiros produtores de marginais para a sociedade.

O terceiro fator refere-se aos investimentos dos Governos em políticas de segurança. Apesar de se discutir tanto sobre o problema da violência, nossos políticos, em sua maioria, ainda pensa que o problema está na falta de policiamento e de ações repressivas por parte dos órgãos de segurança.

A compra de armamentos eficientes, a construção de presídios, os investimentos na qualificação dos policiais, a aquisição de novas viaturas, o aumento dos salários das polícias etc., certamente são ações urgentes e necessárias, mas não resolvem o problema da violência. Tais ações não intimidam o crime organizado, antes o estimula a ser mais estratégico e eficiente.

A repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade, porém a solução está na promoção da dignidade humana, que passa pela educação, pela cultura, pelo prazer da leitura, pela saúde, pela moradia digna, pelo trabalho, pela boa alimentação, pelo lazer, pelo saneamento básico, pela segurança, etc.

Quando o cidadão não tem esses direitos assegurados, termina por enveredar para o crime, porque pensa encontrar nele a solução para seus problemas, isso é fato. O jovem desempregado quer dinheiro para prover suas necessidades básicas, comprar um tênis da moda, um bom corte de cabelo... Se o trabalho, que é um direito, lhe é negado, como conseguirá suprir suas necessidades e a vaidade típica da idade? Então, os que não conseguem resistir às tentações do tráfico, terminam por comercializar as drogas para sobreviver.

"Democracia Omissa"

fonte: Oestemaquia - por Márcio Carvalho

Alexis de Tocqueville foi um grande pensador político francês do Século XIX. Em seu livro Democracia na América, repleto de análises que continuam pertinentes e atuais, o autor externa a preocupação a respeito da ausência do povo nos negócios do governo. O maior receio futuro de Tocqueville é a omissão dos cidadãos em favor de um poder tutelar – e o fato de que os representantes deste poder sejam eleitos não altera coisa nenhuma...

Das cidades nas quais morei, Barreiras é aquela na qual mais se fala sobre política nas ruas; entretanto, posso afirmar que é aquela na qual o povo é menos politizado. Paradoxo? Não. Fala-se muito sobre política, mas se age pouco em termos políticos concretos.

Quando uma rua é asfaltada (raro!) foi "a" prefeita. "Jaques Wagner" não apóia a região oeste. O asfalto da rodovia é responsabilidade de "Dilma". Nunca se fala nas instituições, apenas nas pessoas. E a personalização das questões retira delas seu conteúdo político, uma vez que passa a se tratar de questões pessoais; desta maneira, inviabiliza-se a ação política coletiva, visando influenciar o processo de tomada de decisões destas instâncias, para que levem em consideração os interesses de importantes setores da sociedade civil.

Isto significa que deveríamos ter como horizonte uma democracia totalmente direta, em que todas as decisões são tomadas em assembléia? Poderíamos imaginar que, desta forma, os interesses majoritários da comunidade seriam atendidos. Minha resposta é: nem sempre. Vou me apoiar em outro filósofo para prosseguir o argumento, Bertrand Russell (no livro Poder: Uma nova análise social): "A Democracia como método de governo está sujeita a algumas limitações que são essenciais... [as quais] surgem principalmente de duas fontes: algumas decisões têm que ser rápidas e outras exigem conhecimento especializado"

Comecemos com a velocidade: não é possível chamar uma assembléia ou plebiscito a cada decisão a ser tomada em sua instituição, universidade, município, estado ou país. Algumas questões precisam ser abordadas de imediato; o planejamento de qualquer ato de gestão se torna impraticável sem que haja um direcionamento central que possa resolver divergências entre os diferentes interesses que se apresentam em qualquer comunidade.

Quanto à especialização, há questões que devem ser decididas tecnicamente. Não seria prudente realizarmos um plebiscito a cada mês para saber se a população acredita ser melhor aumentar ou diminuir a taxa de juros, pelo simples motivo que a maioria de nós não tem capacidade técnica para analisar a economia nacional e tomar esta decisão. Uma assembléia não deveria ter o poder de desconsiderar um parecer técnico expedido por especialistas numa determinada área (deveria poder, sim, pedir a opinião de outros especialistas).

Quando não se leva estes fatores em consideração, temos uma forma degenerada de democracia, uma democracia "de fachada", um assembleísmo que tende a desorganizar o planejamento e as atividades necessários para gestão. Diga-se de passagem, assembleísmo populista, pois o povo fica feliz achando que participa das decisões, sem perceber que está, na verdade, partilhando a responsabilidade pela ineficiência.

Voltando a Russell, "devido a estas limitações essenciais, muitos dos assuntos mais importantes têm que ser confiados ao governo, pelo eleitorado". Institui-se, assim, uma instância executiva, que precisa lidar com o funcionamento cotidiano, a gestão mesma de uma organização, e uma instância "legislativa", que pode realizar planejamentos de mais longo prazo. Cabe lembrar que esta última pode funcionar como assembléia (participação efetiva de todos) ou ser representativa.

Qualquer que seja o caso e com respeito a ambas as instâncias, voltamos àquela preocupação inicial de Tocqueville: não basta votar em alguém e se retirar do cenário. Isto não vai contra a afirmação de Russell que abre o parágrafo anterior, pois mesmo naqueles assuntos em que a decisão deve ser tomada sem consulta à população, gestores e governos devem prestar contas por assumir tal ou qual postura.

A solução necessária é a "liberdade política", definida por Gerard Lebrun (em O Que É Poder) como "a participação efetiva dos cidadãos nos negócios públicos. Só ela pode impedir a atomização do tecido social que favorece o despotismo". Esta participação se dá pela ocupação efetiva de espaços políticos e públicos. Não basta ficar nas mesas de bar, calçadas e corredores reclamando dos gestores (personalismo): temos que nos mobilizar e reivindicar nossos interesses, quando não for possível atingi-los por nós mesmos. Foi o que a comunidade UFBA fez no ano passado (vejam post de Wagner Teles sobre o caso).

Um interesse importante em nossa cidade é que as instâncias descritas acima sejam efetivamente independentes, de forma a que uma possa fiscalizar o funcionamento da outra; em outras palavras, a Câmara dos Vereadores não deveria ser mero apêndice do Executivo Municipal. Este espaço pode ser ocupado pela população, seja individualmente cobrando seus Vereadores, seja organizando movimentos para mobilizar a Câmara como um todo, ou ainda participando em todas instâncias em que tem representação e voz.

Lembrem-se, apenas, que estes espaços não são dados: precisam ser conquistados.

domingo, 24 de julho de 2011

Um mero detalhe

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Exclusivo - Neymar pode ser preso a qualquer momento

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como o Brasil pode enfrentar a violência social e a violência no trânsito?

 Por Luís Carlos*

Com relação aos grandes problemas sociais, em ênfase a questão da violência social e a violência do trânsito, todos nós temos nossa parcela de culpa: domésticas, pedreiros, professores, advogados, médicos, etc. Não adianta atribuir como “réu” só à classe governante. Quando omitirmos nossa opinião com relações à verdade dos fatos, estamos colaborando com o crescimento dessas mazelas sociais.

A violência, em suas diversas esferas, acaba por certo marcando todos nós: surgem maus políticos, cresce os abusos contra as crianças e adolescente, aumenta os gastos aos cofres públicos e principalmente deixa sequelas profundas nas mentes dos envolvidos.

A própria mídia, muita das vezes, acaba colaborando com o teor publicado de suas matérias a influencia e divulgação da violência no país. De que forma? Quando esta acata, por favores políticas certas atitudes imorais de governantes do partido “A” ou quando a mesma, sem restrições, exibem pornografias ou atos obscenos a qualquer momento.

Nesse sentido, já não há controle ou veracidade nos fatos.

E o que dizer da falta de fiscalização do setor segurança pública. Quantas famílias ao saírem de seus lares estão à mercê da vida ou da morte? Já não há segurança pública. Quantos pais choram pela morte de seus filhos por questão das desordens do trânsito? Nunca foram instruídos quanto ao perigo iminente. Falta fiscalização, boas rodovias etc. Afinal, para onde vai o dinheiro público? Não seriam gastos com: saúde, segurança, educação, moradia entre outros benefícios?

Nessas alturas do texto, o querido leitor pode até estar perguntando-se: mas, o que isso tem a ver com o assunto proposto: “violência social e a violência no trânsito”. Bom, meu amigo, um educador poderia falar do desempenho educacional de um dado aluno, sem primeiro verificar à estrutura familiar do mesmo? Qualquer pessoa bem informada, certamente diria que não. Na sociedade não é diferente, muito dos problemas estão correlacionados uns com os outros.

Para amenizarmos a violência social como também a violência de trânsito precisamos analisar e refletir a partir das origens. Quais são essas origens? São elas: Há estrutura social? Como anda a dignidade de nosso povo? Como cultivar os assuntos ético-morais em uma sociedade tão corrompida? Como diminuir a pobreza de nossa sociedade? Num país tão diferente como fazer a lei ser justa? Como anda a educação do país? O que fazer por aqueles que sofrem na porta de um hospital rogando por atendimento médico? Como acabar tantos preconceitos?

Já é tempo da sociedade brasileira se conscientizar de que o principal motivo da violência, seja ela qual for, é fruto do desrespeito ao próximo e ao seu meio. Não é preciso ser nenhum cientista social ou qualquer outro especialista para saber que a situação é crítica. Só é preciso comtemplar e refletir. Nada mais. Se para todas essas “vergonhas” há solução, temos que descobrir juntos. É certo, que o problema da violência sempre irá existir, mas não podemos cruzar os braços a espera de um milagre.

Precisamos unir forças. Amenizarmos com certeza a situação. Ou será que iremos esperar a próxima vitima: eu ou você?

Luís Carlos é Fotografo, WebDesigner, Designer Gráfico e editor do Página 1

Sábado, 23 tem "Rock in Rua" em Correntina


Para resgatar o tempo em que o som mais escutado pelos “rebeldes” era o rock, um festival está sendo organizado por jovens do oeste baiano.

É o "rock in Rua" que acontecerá no dia 23/07/2011, na Praça do Osce no município de Correntina apartir das 20 horas.

As bandas que se apresentaram são: Road Warriors e Blizzard de Santa Maria da Vitória, Repugnantes e Desova de Barreiras, Projétil Paralelo e Radicaos de Correntina.